Uma pesquisa do órgão norte-americano Financial Planning Standards Boards (FPSB) em parceria com a companhia global de pesquisa GfK revelou que apenas 22% dos consumidores se sentem confiantes de que podem atingir seus objetivos financeiros.

Mas o que separa a maioria dos cidadãos de suas metas quando o assunto é dinheiro? A resposta está no planejamento financeiro. Com ele, as pessoas que consomem se sentem mais confiantes e capazes de alcançar seus sonhos, mostrou o estudo.

A seguir, vamos nos aprofundar e discutir as etapas para construção de um planejamento eficiente. Confira. 

Planejamento financeiro: o que é?

Fundamental para o bem-estar de qualquer consumidor, o planejamento financeiro é um conjunto de estratégias para a melhor gestão dos recursos na busca da conquista de um objetivo. 

De forma prática, tratam-se de medidas para colocar as finanças em ordem! Assim, se tem maior clareza sobre os gastos, o comportamento de consumo e pode-se definir prioridades e traçar objetivos a curto, médio e longo prazo – e o mais importante: alcançá-los. 

Importância e benefícios de fazer um planejamento financeiro

Quem nunca fez compras no impulso ou parcelou um objeto para só precisar lidar com o gasto no futuro? Se frequente, esse comportamento pode gerar uma bola de neve de parcelas e afastar o consumidor do seu objetivo maior. 

O planejamento financeiro informa o consumidor e o convida a olhar para suas prioridades. Munido de dados, ele faz melhores escolhas, sempre em busca de um objetivo maior. O resultado? Menos dívidas e gastos desnecessários no caminho em direção aos sonhos financeiros.

É importante notar que o bom planejamento financeiro leva em consideração as necessidades, as limitações e, é claro, os desejos de cada indivíduo. Ele será construído a partir do contexto do consumidor e do seu comportamento prévio de consumo.

Entre as vantagens do planejamento financeiro estão:

  • redução da inadimplência;
  • redução de gastos desnecessários ou esquecidos;
  • menos estresse e ansiedade;
  • clareza sobre o destino do seu dinheiro;
  • possibilidade de traçar metas e alcançá-las.

Como fazer um planejamento financeiro?

Conquistar a saúde financeira nem sempre é uma tarefa fácil, mas isso não quer dizer que a construção de um planejamento financeiro precisa ser um bicho de sete cabeças. Pelo contrário! Há uma série de boas práticas capazes de auxiliar um indivíduo a criar um plano eficaz e não abandoná-lo do meio do caminho.

O planejamento financeiro não é universal ou imutável. É por isso que o consumidor precisa participar ativamente de sua criação para maior adesão. Afinal, é menos provável abandonar um plano que tenha a sua cara!

Confira o passo a passo para a construção do planejamento financeiro:

Monitore e controle as finanças

Comece colocando tudo na ponta do lápis – literalmente! Essa é hora de pegar um pedaço de papel e listar tudo que entra e tudo que sai, sem exceção. Para os menos analógicos, também é possível usar aplicativos e a boa planilha de Excel.

É que só assim, entendendo quais são os buracos negros que estão sugando o dinheiro, será possível cortar esses gastos desnecessários, priorizar as despesas mais importantes e traçar as metas para o futuro. 

Ajuste seu orçamento

Depois de entender as finanças a fundo e identificar quais são os gastos que estão afastando o consumidor dos seus objetivos, é preciso cortar o mal pela raiz. Essa é uma das etapas mais desafiadoras: será preciso resistir à tentação de fazer compras recorrentes que, quando somadas, se transformam em um problema.

Nessa fase, não há segredo. O importante é entender que os gastos de um indivíduo precisam ser compatíveis com seus ganhos. A regra é clara: não é possível gastar mais do que se ganha. 

Trace objetivos

Começou a sobrar um dinheiro no fim do mês? Isso significa que o consumidor está mais próximo dos seus sonhos. Mas quais desejos são esses? Quando um indivíduo tem clareza das suas prioridades, pretende cortar gastos e adotar um estilo de vida compatível com seus ganhos, ele pode transformar essas vontades em objetivos concretos.

Para alcançá-los, é preciso ter metas, isto é, as tarefas que permitirão que o consumidor chegue lá. Elas não podem ser abstratas, precisam:

  • ser relevantes e compatíveis com os desejos do consumidor;
  • ser mensuráveis;
  • estar compreendidas em um período de tempo pré-determinado.

Poupe sempre!

De grão em grão, a galinha enche o papo. A expressão ilustra uma realidade: quem poupa de forma constante e consistente é capaz de acumular recursos para alcançar seus desejos. 

Em tempos de aumento expressivo no preço de itens básicos como gás e energia elétrica, criar uma poupança pode ser ainda mais desafiador. Mas é especialmente nesses momentos que a reserva financeira se faz mais importante.

A reserva pode ajudar um consumidor a superar quaisquer imprevistos, aproveitar oportunidades para fazer compras ou investir em condições favoráveis e adquirir bens mais caros, como um imóvel ou um veículo, por exemplo. 

De olho na educação financeira

No percurso em direção à reserva financeira, haverá curvas e desvios, altos e baixos. Por isso, é tão importante estudar sobre o universo das finanças e sobre o próprio processo de planejamento. 

Compreendendo a importância da saúde financeira, o consumidor poderá aderir ao plano novamente sempre que houver uma escapada, tomando melhores decisões daí em diante. 

A moral da história é…

Não é possível fugir: os consumidores precisam gerir seus próprios gastos. Informar-se sobre finanças é a melhor maneira de fazer isso, sempre de olho na saúde financeira.

Na era digital, já é possível buscar conteúdo relevante sobre esse universo na Internet, por meio de textos, vídeos e podcasts, a qualquer hora e de qualquer lugar.

Aqui mesmo, nesse site, você confere mais informações valiosas sobre educação financeira, fica por dentro das principais tendências do mercado, e tem acesso ainda a dicas e boas práticas sobre finanças com poucos cliques. Aproveite!

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