Organizar um orçamento pessoal vai ajudar você a conquistar seus sonhos. O processo requer um pouco de disciplina no começo, mas logo vira hábito. Quer saber como garantir um futuro estável, sem dívidas nem nome sujo? Então siga conosco.

O que é orçamento pessoal

O orçamento pessoal é uma ferramenta de controle financeiro. Ele serve para monitorar quanto você ganha e como você gasta o seu dinheiro.

O objetivo principal consiste em adequar o seu estilo de vida à sua renda. Dessa forma, não há risco de endividamento.

Seguindo essa linha, vai ter grana sobrando todo mês — aí você consegue se planejar para novas conquistas. Dá para montar uma poupança, diversificar a carteira de investimentos e, finalmente, se livrar do aperto. Vamos começar?

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Como começar um orçamento pessoal

A planilha financeira é a melhor amiga do orçamento pessoal. Nela você vai registrar todas as suas receitas e despesas. A partir daí, fica mais fácil identificar desperdícios ou oportunidades de melhoria. Acompanhe os detalhes para entender do que estamos falando:

1. Anote seus ganhos

Primeiro liste suas fontes de renda. Quem atua com carteira assinada considera o valor do salário líquido. Já quem faz bicos ou freelas costuma ter ganhos variáveis de um mês para o outro, sendo melhor estipular uma média.

Pode ser, ainda, que você receba o aluguel de um imóvel próprio. Esse valor também entra como receita.

Somando tudo, você vai chegar ao seu limite de gastos. O orçamento pessoal não poderá extrapolar essa quantia, pois isso significaria acúmulo de dívidas.

Se a grana estiver muito curta, há dois caminhos possíveis: ou você eleva sua renda (arranjando um segundo emprego, talvez), ou corta despesas.

2. Registre todos os seus gastos

O próximo passo é justamente saber como anda o seu custo de vida. Para tanto, anote todos os gastos que você tiver ao longo do mês. Todos mesmo, até o cafezinho no intervalo do trabalho.

Uma dica: organize a planilha em categorias, como saúde, alimentação, lazer etc. Assim você entende quais são as áreas mais caras no seu dia a dia. 

Você também vai perceber que existem despesas fixas e variáveis. As fixas são os pagamentos regulares, como internet e condomínio. As variáveis correspondem aos pagamentos esporádicos, como consultas médicas e compras em lojas. Esse é o ponto mais simples de corrigir.

3. Adapte seu estilo de vida

Os especialistas em educação financeira recomendam que as despesas totais de uma pessoa sejam inferiores a 70% da renda. Ou seja: se você ganha R$ 2 mil, deve gastar no máximo R$ 1,4 mil.

Passou desse valor? Pois vamos aos ajustes. A ideia, aqui, é encontrar maneiras de eliminar os desperdícios, ou mesmo de economizar sempre que possível.

Experimente trocar a comida congelada por ingredientes in natura. Eles demandam tempo extra na cozinha, mas são mais baratos (e saudáveis)!

E que tal substituir os medicamentos de marca pelos genéricos? Ou frequentar um supermercado diferente? Pode ser que os preços na outra loja sejam mais em conta.

Não existe uma receita única para fechar o orçamento pessoal no azul. As adaptações vão depender das suas prioridades. Procure entender o que é essencial e quais são as mordomias das quais você pode abrir mão. O importante é respeitar o teto de gastos sem passar necessidade.

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4. Monte sua reserva financeira

Sabe aqueles 30% (ou mais) que sobraram no orçamento? Eles vão para a poupança e para os investimentos financeiros.

Primeiro monte uma reserva de emergência. Escolha uma aplicação com boa liquidez, que permita saques a qualquer momento, e deposite uma quantia todo mês ali. O objetivo é acumular entre três e seis vezes o valor de sua renda mensal. Isso ajuda a cobrir gastos imprevistos, como o conserto do carro.

Depois já dá para pensar em reservas aquisitivas. Elas atendem a uma meta específica. Por exemplo, juntar dinheiro para uma viagem, para a festa de casamento ou para dar entrada num imóvel.

Em paralelo, pense nas economias de longo prazo. Uma previdência privada pode ser interessante para complementar o valor da aposentadoria no futuro.

5. Diversifique os investimentos

Tanto a reserva aquisitiva quanto a previdência privada são investimentos de médio e longo prazo. Isso significa que você não vai mexer nesses montantes tão cedo. Eles ficam “guardados” na aplicação até atingirem o valor desejado.

Para situações assim, convém escolher produtos financeiros que ofereçam maior rentabilidade. Esses rendem juros acima da inflação, de modo que façam seu patrimônio crescer.

Existem opções conservadoras, moderadas e agressivas de investimento. Quanto maior a chance de retorno, maior tende a ser o risco envolvido. Portanto, estude as possibilidades do mercado e avalie seu perfil antes de depositar em um fundo qualquer. Na dúvida, distribua um pouquinho em cada aplicação.

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A importância de organizar o orçamento pessoal

Se você chegou até aqui, já deve ter entendido a importância de manter um orçamento pessoal organizado, não é? Esse recurso garante maior previsibilidade para as suas despesas mensais.

Respeitando os limites de gastos, é possível levar a rotina com tranquilidade. Você não se afunda em dívidas infinitas, daquelas que tiram o sono. E, com o nome limpo, também consegue abrir um crediário numa loja ou obter crédito no banco quando for necessário.

Além disso, o controle orçamentário é uma atitude importante rumo à sua liberdade. Afinal, a realização de sonhos envolve dinheiro. Curso de pós-graduação, intercâmbio na Europa, casa própria, carro novo ou mesmo uma cirurgia estética: qualquer que seja a sua ambição, ela envolve custos altos.

E, sim, você pode sonhar alto. Não precisa acumular riqueza em pouco tempo. Basta poupar um pouco a cada mês, mantendo a constância do hábito. Logo, logo seus anseios mais ousados serão objetivos possíveis.

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Gostou das dicas? Esperamos que o artigo de hoje auxilie você a montar um orçamento pessoal adequado às suas necessidades. Aproveite para compartilhar o post com amigos, familiares ou quem mais se interessar pelo assunto!

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