Cuidado com as informações que você compartilha on-line. Muitas vezes, elas podem ser usadas por gente mal-intencionada, que tenta aplicar golpes na internet.

Somente no primeiro semestre de 2021, houve 47.413 reclamações de pessoas que tiveram dados pessoais ou financeiros consultados, coletados, publicados ou repassados sem autorização, segundo a plataforma Consumidor.gov.br. Esse índice supera os registros do ano passado inteiro.

Se por um lado a tecnologia agiliza nossas operações bancárias (PIX e WhatsApp Pay estão aí para provar), na outra ponta os criminosos conseguem fazer vítimas numa velocidade igualmente rápida. Por isso, você deve reforçar os cuidados com segurança digital. Acompanhe as dicas a seguir para evitar prejuízos.

Principais fraudes e golpes na internet

A criatividade dos golpistas não tem limites. Volta e meia, surge uma nova fraude financeira na praça, tornando bem difícil o trabalho de enumerar todas elas. A lista abaixo compila alguns dos casos mais comuns, mas lembre-se de que sempre pode surgir um jeito diferente de enganar as pessoas. 

Portanto, a dica de ouro é permanecer alerta em qualquer operação que você realize pela internet.

1. Antecipação de recursos

Nesse esquema, o criminoso envia uma mensagem dizendo que você tem dinheiro a receber. Pode ser uma herança, a indenização de um processo ou até mesmo o auxílio emergencial do governo.

Só que, para liberar esses recursos, ele solicita o pagamento de um valor. Seria uma espécie de adiantamento ou caução para aprovar a transferência bancária.

É aí que está o pulo do gato. Depois de pagar, você percebe que não havia benefício nenhum. O farsante some com a sua grana.

Numa variação desse golpe, a pessoa pede a confirmação de informações bancárias como CPF, número da conta e senha. Fuja, que também é cilada!

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2. Falso comércio eletrônico

Sabe aqueles anúncios que você vê nas redes sociais, com ofertas imperdíveis e preços muito abaixo da média do mercado? Desconfie. Pode ser uma loja falsa preparando mais uma armadilha.

Esses sites se parecem bastante com um e-commerce comum. Alguns, inclusive, imitam as páginas oficiais das grandes redes varejistas.

Só que não há produto à venda. O que eles pretendem é capturar seus dados financeiros, num método conhecido como phishing (algo como “pescaria digital”). Depois, essas informações podem ser negociadas no mercado negro ou usadas em tentativas de falsidade ideológica.

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3. Falso boleto

E qual seria sua reação se você descobrisse que tem uma conta em atraso? Bem sabemos que as dívidas comprometem a saúde financeira de qualquer cidadão, né?

Mas abra o olho, caso o boleto da cobrança chegue por e-mail. Esse é um dos golpes de internet mais comuns.

Basicamente, o bandido inventa uma dívida que não existe. Ele usa um tom alarmante, afirmando que você pode ficar com o nome sujo ou sofrer um processo por causa do calote.

Muita gente tem medo de se complicar com a Justiça e acaba pagando logo o boleto, sem nem ao menos conferir o nome da empresa que emitiu o documento. Aí já é tarde demais: truque aplicado com sucesso.

4. Golpe do WhatsApp

Aqui o golpista se faz passar por um parente ou amigo próximo. Ele usa a foto do ente querido no perfil do WhatsApp e avisa que “trocou de número”, que é para não levantar suspeitas.

A partir daí, começa a ladainha. A pessoa se envolveu num acidente e precisa de dinheiro para pagar o conserto. Ou ela está tentando finalizar um pagamento urgente, mas o aplicativo do banco deu erro. Ou ela está doente e faltam meios para bancar o tratamento.

Enfim, as histórias variam, mas sempre se resumem a “por favor, faça uma transferência para mim agora mesmo”. Se você tenta telefonar ou iniciar uma chamada de vídeo, o bandido diz que não pode atender no momento. Pura lorota.

5. Pirâmide financeira

A pirâmide é uma fraude financeira antiga, mas que continua fazendo vítimas. Tudo começa com um negócio que promete retorno rápido e alta lucratividade. Você investe um valor inicial e, em seguida, precisa recrutar novos participantes para faturar uma comissão mais alta.

No entanto, o lucro nunca vem. Em algum momento alguém desaparece e todo o sistema entra em colapso.

Nestes tempos de internet, o esquema se atualizou. Agora existem páginas anunciando “dinheiro fácil sem sair de casa” ou “aplicações com rentabilidade de mais de 20%”, um valor muito acima de qualquer produto financeiro tradicional. Melhor pensar duas vezes antes de alocar seu dinheiro suado numa furada dessas.

Dica: Pirâmide financeira: como evitar essa armadilha

Dicas para se proteger na internet

A ideia deste artigo não é assustar ninguém. Se você se apavorou com nossa lista de principais golpes financeiros da internet, agora vem a parte boa. Vamos ensinar dicas bem simples para reforçar a sua segurança on-line.

Acompanhe:

Nunca revele senhas

As instituições financeiras jamais solicitam esse tipo de informação para os clientes. Se você receber uma mensagem ou ligação pedindo para “confirmar os dados”, pode ser falcatrua.

Acesse sites confiáveis

Ao fazer suas compras on-line, prefira lojas conhecidas do grande público. Também é importante verificar o endereço eletrônico. Os sites falsos mudam algum detalhe, trocando o “.com.br” por “.xyz”, por exemplo.

Instale antivírus e firewall

Esses programas ajudam a bloquear softwares maliciosos, que invadem a sua máquina para capturar dados pessoais. Passe o antivírus em todos os arquivos desconhecidos antes de abri-los, especialmente os executáveis (.exe) e os anexos de e-mails.

Mantenha a calma

Alguns golpes de internet podem ser bem estressantes, como acontece nos casos do falso boleto e do parente fajuto pedindo empréstimo pelo WhatsApp. Porém, agir por impulso é a pior maneira de lidar com situações assim.

Primeiro, procure entender o que está acontecendo. Será que essa cobrança existe mesmo? Quem pode ajudar você?

Os golpistas se aproveitam da fragilidade humana para arrancar dinheiro no calor do momento, sem dar oportunidade de você pensar. Por isso, a dica é justamente parar e refletir antes de tomar uma atitude equivocada.

Dica: Orçamento pessoal: por onde começar?

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