Manter as contas em dia é uma atitude essencial para garantir a sobrevivência do próprio negócio. Por isso, hoje separamos algumas dicas de educação financeira para empreendedores. Você vai ver que contabilidade e gestão de recursos não são nenhum bicho de sete cabeças.

Passo a passo: educação financeira para empreendedores

O guia abaixo compila as principais estratégias que você deve tomar ao gerir uma empresa. Elas vão lhe ajudar a enfrentar até mesmo os períodos de maior instabilidade. Confira!

1. Separe as finanças pessoais das empresariais

Tem muito dono de empresa tratando todo dinheiro que entra em caixa como se fosse seu. Isso é um erro de principiante!

O faturamento serve para pagar os custos operacionais do negócio. Somente depois de todas as despesas estarem quitadas é que dá para ficar com a grana restante. Senão, você corre o risco de gastar mais do que arrecadou.

Para não misturar as áreas, defina um pró-labore. Essa é a remuneração dos sócios, ou seja, o “salário” ao qual o proprietário ou os proprietários do empreendimento terão direito a cada mês.

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2. Estabeleça objetivos e prazos

Quem monta um novo negócio não se interessa apenas em pagar contas. A empresa surge com um propósito – oferecer produtos mais baratos, um serviço de qualidade ou qualquer outra experiência que melhore a vida da clientela.

Portanto, é importante traçar um roteiro para guiar você rumo a esse objetivo. No meio empresarial, chamamos isso de plano de ação. Trata-se de descrever o que é preciso fazer para atingir o sucesso, como será feito e em quanto tempo trará resultados.

Lembre-se: um sonho se transforma em meta quando você tem prazos definidos e estratégias concretas de execução.

3. Monte um planejamento de gastos

O plano de ação também auxilia a prever os custos da empreitada. Por exemplo, a montagem de uma loja demandará investimento em equipamentos, reforma do espaço e treinamento de equipe. Já as táticas de divulgação da marca vão envolver gastos com publicidade.

Ah, e não podemos ignorar as despesas fixas! Energia elétrica, água, telefone/internet, renovação do estoque, folha de salário dos colaboradores… Tudo isso entra no orçamento mensal. É preciso ter as contas na ponta do lápis. Um controle minucioso dos gastos serve para você saber qual deverá ser o faturamento mínimo da sua empresa. 

4. Tenha um capital de giro

O capital de giro é o dinheiro suficiente para bancar o funcionamento da empresa. Para calculá-lo, some todas as contas que você tem a receber (pagamentos a prazo, por exemplo) e o valor da mercadoria em estoque. Depois, diminua a quantia das despesas operacionais.

O resultado dessa matemática é quanto você deverá ter em caixa para segurar as pontas. Assim, mesmo nos períodos de baixo movimento, quando o faturamento pode ficar aquém do esperado, a empresa terá dinheiro para honrar os compromissos fixos como aluguel, conta de luz e salário dos funcionários.

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5. Crie uma reserva de emergência

Esta é não só uma dica de educação financeira para empreendedores, mas para qualquer pessoa que queira ter uma vida mais tranquila. Isso porque imprevistos acontecem, então é bom ter uma estratégia para solucioná-los.

No caso, estamos falando de uma poupança para cobrir gastos de emergência. Vai que o encanamento da cozinha estoure, ou o carro da firma quebre, e você precise consertar tudo às pressas, não é? Será um gasto alto demais, e talvez nem mesmo o capital de giro dê conta do prejuízo.

Quanto mais dinheiro na reserva emergencial, melhor. Tente acumular pelo menos o equivalente ao custo operacional de seis meses da empresa.

6. Controle o fluxo de caixa

O ritmo de entradas e saídas, ou receitas e despesas, é conhecido como fluxo de caixa. A ideia é que o saldo sempre termine no azul. Ou seja: o faturamento da empresa deve ser superior aos gastos.

Manter o controle dos pagamentos é essencial para você entender quais são os custos operacionais, determinar o valor do capital de giro, ou mesmo identificar se o negócio está dando lucro. Caso o caixa feche no vermelho, abra o olho. Está na hora de tomar alguma atitude para garantir a sustentabilidade da empreitada.  

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7. Analise o custo-benefício dos fornecedores

Uma solução para tornar o negócio mais lucrativo é, justamente, diminuir as despesas. E você pode fazer isso selecionando os melhores fornecedores.

Claro que a qualidade dos produtos ou serviços contratados conta muitos pontos na escolha. Porém, o preço também funciona como um fator determinante para a saúde de seu empreendimento.

Por isso, faça pesquisa de mercado, compare os valores praticados por diferentes fornecedores e tente negociar descontos nas ocasiões oportunas. Com o tempo, você encontrará parceiros que entregam ótimos resultados a um preço justo. 

8. Evite gastos desnecessários

Aqui vai mais uma dica de educação financeira para empreendedores, colaboradores e clientes. Qualquer pessoa que pretenda ter dinheiro sobrando precisa economizar. E, para tanto, nada melhor que cortar os excessos.

Primeiro, procure identificar focos de desperdício na sua empresa. Faça campanhas com o público interno para um uso mais consciente dos recursos (apagar as luzes ao sair da sala, poupar água, etc). Se necessário, substitua os equipamentos por opções mais econômicas.

Depois, avalie seus gastos para verificar se há supérfluos. Em tempos de orçamento curto, qualquer despesa que não seja estritamente necessária pode ficar de lado.

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9. Conheça os impostos de seu segmento

Por fim, já ouviu falar em planejamento tributário? Existe uma série de taxas e impostos que devem ser pagos, e eles variam a depender do porte e do ramo de atuação de seu estabelecimento. Só que é possível conseguir bons descontos. Basta você se organizar. 

Busque auxílio de um escritório de contabilidade nessa etapa. Os profissionais da área mostrarão a você qual é o enquadramento fiscal mais adequado para o seu negócio, qual é a época certa para pagar cada tributo e como fazer para evitar multas.

E aí, as dicas de educação financeira para empreendedores foram úteis? Esperamos que o conteúdo de hoje ajude você na gestão de seu empreendimento.

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